Dai a Deus o que é de Deus.

Mateus 22:15-22


Mais informações:

www.renascidosempentecostes.com.br


Missas de Cura e

Libertação




Artigo de Everth Queiroz Oliveira: As portas do inferno não prevalecerão

      
A visão de Dom Bosco
A Igreja Católica experimentou momentos dolorosos ao longo de sua história. O exílio dos Papas em Avinhão, no século XIV, e o Cisma do Ocidente, em meados do século XV, são apenas exemplos do quanto sofreu o Corpo Místico de Cristo nessa terra. A Reforma Protestante, no século XVI, foi uma dura investida contra o patrimônio espiritual católico. Com a Revolução Francesa, em 1789, e a ascensão de Napoleão Bonaparte na Europa, no início do século XIX, a Igreja esteve fadada a desaparecer. No último século, com o surgimento do comunismo, o número de mártires feito pelos regimes totalitários socialistas ao redor do mundo foi gigantesco e nunca antes na história da humanidade se viu tanto sangue derramado em nome da fé.
     Mas, a história da Igreja, justamente por trazer tantas marcas de dor e sofrimento, encanta. Ecoa, através dos séculos, a voz de Cristo, que prometeu a S. Pedro que, sobre esta Igreja, as portas do inferno de modo algum prevaleceriam. Et portae inferi non praevalebunt, é o que diz o Evangelho. As perseguições existem, as investidas contra a Igreja de Cristo estão aí, mas elas não poderão derrotar a Igreja, porque essa não é uma simples instituição humana. Ela foi fundada pelo próprio Deus e pelo próprio Deus é assistida, até a consumação dos tempos.
      No trono da Cátedra de S. Pedro subiram muitos homens indignos e pecadores. Talvez a figura mais corrupta da história dos Papas tenha sido Alexandre VI. Na verdade, Rodrigo de Borgia, que teve, em vida, pelo menos sete filhos, era fruto do nepotismo de seu tio, o Papa Calisto III. Mas não era só o nepotismo que se mostrava terrível para a Cristandade naquela época. A simonia, o casamento de sacerdotes, entre outros pecados já devidamente condenados pela Igreja de Deus, infelizmente estavam frequentemente presentes na conduta de pessoas que atuavam e trabalhavam na Igreja.
Mas, e quem disse que os homens que estão na Igreja estão isentos de pecado? O convite de Cristo para aqueles que desejam participar de Sua obra de salvação exige renúncias e compromissos, mas nem todos são fiéis à aliança que, no Batismo, firmaram com Deus. Entre os doze apóstolos, havia Judas, que posteriormente viria a trair Jesus Cristo. No meio do povo de Deus, se infiltram muitas pessoas movidas por ganância e por cobiça de poder. Nunca podemos nos esquecer de que o homem nasce com o pecado original. Nunca podemos nos esquecer de que uma sociedade perfeita, nessa terra, é algo, na prática, impossível de se alcançar, uma vez que todos nós já nascemos com uma tendência ao egoísmo, à autossuficiência, ao fechamento em nós mesmos. Precisamos de Deus para nos impulsionar às coisas do Alto e, ainda assim, fracos que somos, muitas vezes caímos no pecado e ofendemos novamente a Deus.
Não queremos legitimar os pecados cometidos pelos filhos da Igreja. O pecado é, aos olhos da fé, o maior mal que pode existir para a alma. Destrói a graça, provoca a desunião, a inimizade e fomenta o egoísmo e as contendas entre as pessoas. O que precisa ser dito, porém, é que, os pecados dos filhos da Igreja não reduzem a beleza da santidade da Igreja. A santidade da Igreja parte de Cristo, que é a Cabeça do Corpo Místico. Pecado nenhum cometido pelo homem pode, portanto, corromper a pureza da Santa Igreja. Pecado nenhum cometido pelo homem pode destruir a Igreja. Ora, o que pode o homem diante de Deus? Pode por acaso a criatura contra o seu Criador? Pode – cabe também perguntar – o ser humano, que é pó, destruir a Igreja, obra instituída pelo Divino Redentor?
Não, não pode. E os dois milênios que a Igreja atravessa, de pé, são a prova viva de que as portas do inferno realmente não prevalecerão.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Hoje a constituição dogmática Pastor Aeternus, do Concílio Vaticano I, que proclamou o dogma da infalibilidade papal, comemora 140 anos. Relembre a proclamação feita pelo Papa Pio IX, em 1870, lendo o documento disponível para leitura aqui.
 
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com